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Meu cachorro teve uma convulsão: o que fazer, o que não fazer?

Poucas situações causam tanta preocupação quanto presenciar uma convulsão em um cachorro. De repente, o animal pode cair, apresentar movimentos involuntários, perder a consciência ou parecer desorientado. Embora a cena seja alarmante,…

Silvia CapriottiAutora 5 min de leitura
Cão com crise convulsiva, o que fazer?

Ver seu cachorro tendo uma convulsão pode ser assustador

Poucas situações causam tanta preocupação quanto presenciar uma convulsão em um cachorro. De repente, o animal pode cair, apresentar movimentos involuntários, perder a consciência ou parecer desorientado. Embora a cena seja alarmante, é preciso manter a calma para proteger o pet.

Saber exatamente o que fazer durante uma crise pode evitar acidentes e ajudar o veterinário a identificar a causa do problema com mais rapidez e assertividade.

Veja como agir diante de uma crise convulsiva canina, quais atitudes evitar e quando a situação exige atendimento veterinário imediato.

O que é uma convulsão em cães?

Uma convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro. O cachorro pode, assim, apresentar diversos sinais neurológicos que variam de leves a graves.

Em alguns casos, a crise dura apenas alguns segundos. Em outros, pode se prolongar por vários minutos e representar uma emergência médica.

Durante uma convulsão, o cachorro pode:

  • Cair de lado;
  • Apresentar tremores intensos;
  • Pedalar as patas no ar;
  • Salivar excessivamente;
  • Urinar ou defecar involuntariamente;
  • Perder a consciência;
  • Vocalizar sem controle.

Depois, muitos cães passam por um período de confusão conhecido como fase pós-ictal, que pode durar minutos ou até horas.

O que fazer se seu cachorro estiver tendo uma convulsão?

Mantenha a calma

Antes de tudo, procure manter a tranquilidade. Embora seja difícil, o desespero pode dificultar a tomada de decisões importantes.

A maioria das convulsões dura menos de dois minutos.

Afaste objetos perigosos

Em seguida, retire móveis, objetos pontiagudos e qualquer item que possa causar ferimentos durante os movimentos involuntários.

Se possível, coloque almofadas ou cobertores próximos para reduzir o risco de lesões.

Cronometre a duração da crise

Sempre que possível, observe quanto tempo a convulsão dura.

Essa informação é extremamente importante para o diagnóstico veterinário.

Grave um vídeo

Caso seja seguro fazê-lo, registre a crise com o celular.

Muitas vezes, o veterinário não presencia o episódio, e a gravação pode fornecer informações valiosas para identificar o tipo de convulsão.

Reduza estímulos externos

Sempre que possível, diminua a intensidade das luzes e reduza os ruídos ao redor.

Assim, o ambiente fica mais tranquilo para o animal após a crise.

O que não fazer durante uma convulsão

Nunca coloque a mão na boca do cachorro

Esse é um dos erros mais comuns.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, cães não engolem a própria língua durante uma convulsão.

Por outro lado, tentar abrir a boca do animal pode resultar em mordidas graves, mesmo que ele não esteja consciente.

Não tente segurar os movimentos

Embora pareça uma atitude protetora, conter fisicamente o cachorro pode causar lesões musculares ou articulares.

O ideal é apenas evitar que ele se machuque com objetos ao redor.

Não ofereça água, comida ou medicamentos

Durante e logo após a crise, o animal pode ter dificuldade para engolir.

Há risco de engasgo e aspiração.

Não grite nem tente acordá-lo

A convulsão não é um desmaio comum.

Por isso, gritos, sacudidas ou tentativas de despertar o animal não interrompem a crise.

Quando levar o cachorro ao veterinário

Toda convulsão deve ser comunicada ao veterinário.

No entanto, algumas situações exigem atendimento imediato.

Procure ajuda urgente quando:

  • A convulsão durar mais de cinco minutos;
  • Ocorrerem várias crises seguidas;
  • O cachorro não recuperar a consciência adequadamente;
  • O cão tiver dificuldade respiratória;
  • O animal sofrer ferimentos durante a crise;
  • For a primeira convulsão da vida do pet.

Além disso, filhotes, cães idosos e animais com doenças pré-existentes merecem atenção ainda mais rápida.

Principais causas de convulsão em cães

As convulsões podem ter diversas origens. Apenas uma avaliação veterinária pode determinar a causa exata. Consulte o veterinário, que poderá encaminhar o cão a um neurologista, conforme a gravidade.

Epilepsia idiopática

Algumas convulsões podem estar relacionadas à epilepsia idiopática, uma condição neurológica relativamente comum em cães. Segundo especialistas da Cornell University College of Veterinary Medicine, o diagnóstico geralmente exige avaliação clínica e exames complementares para descartar outras doenças neurológicas.

Nesse caso, o cachorro apresenta convulsões recorrentes sem uma alteração estrutural identificável no cérebro.

Intoxicações

Produtos tóxicos representam uma causa importante de convulsões.

Entre eles estão:

  • Venenos para ratos;
  • Inseticidas;
  • Medicamentos humanos;
  • Chocolate;
  • Xilitol;
  • Plantas tóxicas.

Doenças neurológicas

Tumores cerebrais, inflamações e traumas podem afetar o sistema nervoso central e desencadear crises convulsivas.

Alterações metabólicas

Problemas como:

  • Hipoglicemia;
  • Doença hepática;
  • Insuficiência renal;
  • Distúrbios eletrolíticos;

também podem interferir no funcionamento cerebral.

Doenças infecciosas

Algumas infecções podem atingir o sistema nervoso e provocar convulsões.

Entre elas estão determinadas encefalites e outras doenças neurológicas de origem infecciosa.

Como é feito o diagnóstico?

O veterinário avaliará o histórico clínico do animal e poderá solicitar exames complementares.

Entre os principais estão:

  • Exames de sangue;
  • Exames urinários;
  • Ultrassonografia;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética;
  • Avaliação neurológica.

Assim, é possível identificar a origem das crises e definir o tratamento mais adequado.

Existe tratamento para convulsões em cães?

Sim. Felizmente, muitos casos podem ser controlados.

O tratamento dependerá da causa identificada.

Em situações de epilepsia, por exemplo, medicamentos anticonvulsivantes costumam reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises.

O acompanhamento veterinário regular é necessário para monitorar a resposta ao tratamento e realizar ajustes quando necessário.

Como prevenir novas crises?

Nem todas as convulsões podem ser evitadas. Ainda assim, algumas medidas ajudam a reduzir riscos.

Entre elas:

  • Manter consultas veterinárias regulares;
  • Seguir corretamente os tratamentos prescritos;
  • Evitar exposição a substâncias tóxicas;
  • Oferecer alimentação adequada;
  • Controlar doenças já diagnosticadas.

Isso contribui para uma melhor qualidade de vida do animal.

Resumo: o que fazer diante de uma convulsão

Agir com calma faz diferença: mantenha o ambiente seguro, observe o episódio, registre as informações importantes e procure orientação veterinária.

Nunca coloque as mãos na boca do animal nem tente impedir seus movimentos. Convulsões podem estar associadas a várias condições médicas e sempre merecem investigação profissional.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Em caso de sintomas, procure atendimento.

Escrito por

Silvia Capriotti

Silvia Capriotti é advogada, fotógrafa especializada em fotografia pet, autora dos livros Adote Alegria e voluntária da causa animal há mais de 18 anos. Atua na divulgação da adoção responsável, proteção animal e bem-estar de cães e gatos por meio do Projeto Leva Eu e do trabalho desenvolvido junto ao Clube dos Vira-Latas.

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