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Como escolher um gato para adotar: o que observar em abrigos e protetores

Como escolher um gato? Quais critérios observar? Adotar um gato é um ato de amor e responsabilidade. Se você pretende visitar um abrigo ou falar com um protetor independente, vá além da…

Silvia CapriottiAutora 6 min de leitura
Como escolher um gato, o que observar em abrigos e protetores?

Como escolher um gato? Quais critérios observar? Adotar um gato é um ato de amor e responsabilidade. Se você pretende visitar um abrigo ou falar com um protetor independente, vá além da empolgação do momento e faça uma escolha consciente, boa para você e para o animal. Veja o que observar ao visitar um abrigo, como escolher o gato ideal e por que vale considerar opções que passam despercebidas pela maioria dos adotantes, como gatos idosos ou devolvidos.

Escolher com o coração e com consciência

Muita gente se encanta com os gatos mais ativos, brincalhões e curiosos, os “espevitados”. Outros preferem os tímidos e observadores, que demonstram afeto aos poucos. O ideal é observar a afinidade e a empatia entre você e o animal, respeitando o seu estilo de vida e a sua rotina.

Se você gosta de um ambiente calmo, um gato tranquilo pode combinar melhor. Se a casa tem mais movimento de pessoas e tempo para brincar, um felino energético pode ser a melhor companhia. Não existe uma regra única: existe conexão, às vezes chamada de “amor à primeira vista”.

Antes de escolher, pense em três fatores:

  • Idade: gatos mais velhos costumam ser mais tranquilos, enquanto filhotes exigem mais energia e atenção.
  • Personalidade: cada gato tem um temperamento próprio. Alguns são mais independentes, outros mais afetuosos, outros mais tímidos.
  • Necessidades especiais: esteja preparado para cuidados adicionais se o gato precisar deles.

Pense no que você pode oferecer ao animal e em como ele se encaixa no dia a dia da família.

Qual a idade ideal para adotar um gato

Não há regra, mas existem preferências, conforme o que você espera da adoção.

  • Filhotes são encantadores, mas exigem mais tempo, paciência e atenção no início.
  • Adultos já têm a personalidade definida, o que facilita a escolha. Você sabe com que tipo de gato está lidando.
  • Gatos idosos são ótimos companheiros, geralmente mais tranquilos, carinhosos e adaptáveis. Eles também merecem um lar cheio de amor, ainda que tenham esperado a vida toda por isso.

Lembre-se: um gato pode viver até 18 ou 20 anos. A idade na adoção é apenas o início de uma longa jornada, independentemente do tempo que reste a ele.

Gatos devolvidos: uma segunda chance

Muitos gatos são devolvidos aos abrigos por motivos variados, como falta de paciência, incompatibilidade com outros animais ou mudanças na rotina do tutor. Por isso a decisão de adotar não pode ser tomada por impulso ou modismo. Quando há devolução, isso não significa que o gato seja “problemático”. Às vezes o problema está na pessoa que adotou sem refletir e sem ponderar se estava pronta.

Esses gatos já passaram por um processo de adaptação em ambiente doméstico e, com acolhimento adequado, podem se tornar companheiros incríveis e muito gratos. Se puder, dê uma segunda chance a um gato devolvido.

Atenção à saúde: FIV e FeLV

Um abrigo ou protetor responsável realiza exames e separa os gatos saudáveis dos que têm doenças como FIV (imunodeficiência felina) e FeLV (leucemia felina). Isso demonstra organização, compromisso e cuidado com todos os animais.

O detalhe pesa ainda mais se você já tem um gato em casa. Os profissionais do abrigo ou o veterinário devem avaliar a convivência entre gatos com diferentes estados de saúde e orientar como proceder.

Por que adotar de fontes confiáveis

Adotar de ONGs sérias, abrigos ou protetores independentes ajuda a garantir que o gato esteja saudável, vacinado e castrado. Essas entidades convivem com os gatos e conseguem avaliar personalidade e necessidades de cada um, o que ajuda você a escolher o companheiro certo.

Ao optar por fontes confiáveis, você também contribui para o controle populacional e o combate ao abandono.

A realidade do abandono de gatos no Brasil

O Brasil enfrenta um grave problema de abandono de gatos. Milhares de animais ficam à própria sorte nas ruas, sofrendo com fome, doenças e falta de cuidados básicos, com risco de morte por atropelamento e envenenamento, entre outras causas. A ausência de políticas públicas eficazes, como programas de castração acessíveis, agrava o cenário. Como a “oferta” é grande, prefira adotar, não comprar.

Como ajudar:

  • Divulgar a importância da castração, medida fundamental para o controle populacional.
  • Apoiar ONGs e iniciativas que combatem o abandono.
  • Adotar com responsabilidade, em vez de por impulso ou por compra.

Dicas práticas ao visitar um abrigo ou protetor

  • Observe o comportamento dos gatos: a diversidade de personalidades é imensa.
  • Veja se o local é limpo e organizado e se os animais estão bem alimentados e sociáveis.
  • Pergunte sobre saúde e vacinação e se os gatos são testados para FIV e FeLV.
  • Converse com o responsável e explique seu estilo de vida para que ele indique gatos compatíveis.
  • Dê tempo para interagir. Às vezes, aquele que parecia invisível se aproxima e conquista seu coração.
  • Dependendo do local e do histórico, o gato pode estar retraído e só se revelar na sua casa, com muito amor e diversão para a família.
  • Se houver irmãos muito apegados, considere adotar os dois. Eles já passaram por muita coisa e um completa o outro, o que ajuda na adaptação.

Preparando a casa e a família

A decisão de adotar deve ser tomada em conjunto com todos os membros da família. Converse sobre as responsabilidades, os cuidados necessários e os ajustes de rotina que a chegada de um gato traz. Antes da adoção:

  • Garanta um ambiente seguro, com telas e sem acesso à rua, e adequado, com potes, caixa de areia, cama confortável, arranhadores e brinquedos.
  • Esteja preparado para dedicar tempo e recursos ao bem-estar do gato.
  • Combata preconceitos e desinformação sobre gatos, para haver harmonia no lar.

O gato ideal pode não ser o que você imaginava

Adotar um gato é mais do que escolher pelo visual, pelo sexo, pela idade ou pela cor. É uma decisão baseada em empatia, respeito e compromisso com a vida de um ser que muitas vezes já passou por desafios. Ao visitar um abrigo ou protetor, esteja aberto à conexão: o gato ideal pode não ser o que você imaginava, mas sim o que mais precisa de você.

Fontes e referências

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Em caso de sintomas, procure atendimento.

Escrito por

Silvia Capriotti

Silvia Capriotti é advogada, fotógrafa especializada em fotografia pet, autora dos livros Adote Alegria e voluntária da causa animal há mais de 18 anos. Atua na divulgação da adoção responsável, proteção animal e bem-estar de cães e gatos por meio do Projeto Leva Eu e do trabalho desenvolvido junto ao Clube dos Vira-Latas.

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